segunda-feira, 29 de julho de 2013

Participantes pretedem transformar a espada em patrimônio imaterial da cultura




"As espadas fazem parte da identidade de Cruz das Almas"


Rafael Peixoto, coordenador do projeto durante a Oficina de Cultura
As oficinas e Cultura e Identidade realizadas no último fim de semana, 26 e 27 de julho, foram espaços para reflexão em torno dos elementos que fazem parte da cultura e identidade do cidadão de Cruz das Almas. Através de desenhos, dinâmicas, para se auto retratar, foi possível notar que a paixão pela tradição das espadas estava presente nas descrições de cada participante das oficinas.Depois dessa percepção do lugar de identidade que espada e sua festa ocupa nas vidas de cada um, num sentido de pertencimento foi momento dos participantes divididos em grupos, pensarem estratégias de como proteger esta tradição que vem resistindo ao longo das gerações.
Cléo Rocha, espadeiro

Uma das sugestão trazidas durante as discussões foi a necessidade manter a tradição de produzir nas casas da cidade. “Sabemos que hoje a produção da espada está proibida, mas desejamos que como medida de segurança seja mantida a prática cultural de cozinhar, secar e enrolar o bambu na porta de casa. E a parte da produção da espada que envolve a pólvora, que é mais perigosa que seja feita em locais distantes de residências, na zona rural”, ressaltou Cléo Rocha, espadeiro.

Pensando ainda na manutenção da cultura, entre as estratégias foi unânime o desejo de tornar a espada enquanto artesanato um patrimônio imaterial da cultura. Para isso os participantes ressaltaram a importância de buscar o apoio de do IPAC e do IPHAN, bem como da Secretaria Estadual de Cultura, a SECULT, que juntamente com o Governo do Estado e o Centro de Culturas Populares e Identitárias dão apoio financeiro ao projeto.





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